TRANSTORNOS EMOCIONAIS

TRANSTORNOS EMOCIONAIS

Psicóloga detalhe os principais sintomas desse transtorno que atinge muitos brasileiros

Por Marcelo Andrade

Em parceria com o consultório de psicologia Psike, seguimos nossa série de reportagens sobre o comportamento e a personalidade humana, visando o debate e o respeito às indiferenças.

Vale ressaltar a importância de identificar e detalhar cada transtorno. “Falar de transtornos mentais é algo elucidador e deve ser transmitido com clareza, para que não haja uma confusão para quem não tem estas informações em seu dia a dia. Para podermos ser criteriosos e não simplesmente jogar notícia sem embasamento científico, contamos com o DSM IV – Manual oficial utilizado amplamente na clínica psicológica e psiquiátrica como referência para detecção das possíveis hipóteses diagnósticas (HD) pelos profissionais da saúde mental.”, explicou a psicóloga Melissa Piske Indalécio.

Muita euforia

Muita euforia

Depois de pautarmos o TRANSTORNO EXPLOSIVO INTERMITENTE, popularmente conhecido como pavio curto, falaremos hoje dos transtornos emocionais, caracterizados pela alteração do humor. Segundo a psicóloga Juliana de Oliveira Fernandes, CRP 06/106562, do consultório de psicologia Psike, oscilação de humor é algo que todos nós temos, e conforme os acontecimentos diários tendemos a ficar alegres ou tristes, conforme nossa percepção positiva ou negativa do que acontece.

Entretanto, ao mencionarmos a palavra “transtorno” estamos falando de algo que está em desordem, ou seja, vivências que causam sofrimento intenso. É uma dificuldade em lidar com as emoções que se encontram sem controle: ansiedades, pânicos, fobias, compulsões, estresses, depressões, entre outros.

Nos transtornos emocionais as pessoas passam a viver intensas emoções que causam sofrimento por não serem bem compreendidas por quem está ao seu redor e por elas mesmas.

“Há alguns transtornos emocionais que são mais diagnosticados atualmente. Comentaremos alguns deles, como a depressão que é a baixa energia vital da pessoa, ou seja, não há interesse no mundo externo, existe um sentimento forte de tristeza que dura longos períodos, prejudicando sua vida social, afetiva e principalmente produtiva.”, afirma Juliana de Oliveira Fernandes.

Segundo ela, a distimia que é avaliada através da constatação de um humor deprimido na maior parte do tempo, são aquelas pessoas que são negativas, que se encontram em longos discursos queixosos e se auto-criticando, muitas vezes tem dificuldades com o meio social, porém o substituem por trabalho e vida produtiva.

episódio depressivo

episódio depressivo

Juliana de Oliveira Fernandes explica que a Mania também é considerada um transtorno emocional por causar um comportamento fora do que é considerado comum, com sintomas de euforia, com a energia toda voltada ao mundo externo as tornando excessivamente sociáveis, o oposto da depressão. O indivíduo fica acometido por sentimentos de grandiosidade com condutas perceptíveis de perda de controle, sem medir as consequências das próprias ações.

Para a psicóloga o transtorno bipolar é algo muito confundido com uma mudança de humor aparentemente repentina durante um dia todo, mas não é bem assim, o transtorno bipolar vai ser diagnosticado a partir da duração de sintomas característicos e suas intensidades. A pessoa com esse diagnóstico passa por uma longa e intensa fase depressiva, que oscila e se alterna por fases de mania que perduram por mais de sete dias.

O último que iremos abordar é o Transtorno depressivo recorrente que é diagnosticado por sintomas como um leve aumento de energia no indivíduo (mania), para logo em seguida ser acometido por um episódio depressivo, ou uma repetição de episódios depressivos com um humor exaltado, mas que não vão ser considerados episódios de mania.

Todos esses transtornos emocionais deverão ser cuidados respeitando a dinâmica do paciente e o seu sofrimento, pois os transtornos emocionais costumam deixar seqüelas em todos os envolvidos, acabam afetando a própria autoimagem e a percepção do ambiente ao redor.

“Na psicoterapia esses indivíduos poderão olhar para cada sofrimento que essas emoções “desenfreadas” causam, podendo conhecer a si próprios, para que esses sintomas não venham ganhar cada vez mais autônomia causando um alienamento de si mesmo. O paciente acaba se esquecendo de quem é, muitas vezes se indentificando com a doença e perdendo a própria personalidade. Na psicoterapia procuraremos resgatar a própria personalidade do sujeito, para que as partes saudáveis que existem consigam ter melhor desempenho para confrontar a doença e conseguir decifrar sua mensagem.”, finaliza Juliana de Oliveira Fernandes, que atualmente atende no consultório de psicologia Psike, localizado na Rua Doutor. Luiz Migliano, 1986, conjunto 806.

Nota: Matéria publicada no Jornal Superquadranews

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