Transtorno explosivo intermitente

Transtorno explosivo intermitente

Psicóloga descreve os sintomas desse transtorno popularmente conhecido como pavio curto

Por Marcelo Andrade

Visando debater e esclarecer as características sobre o comportamento e a personalidade humana, o Jornal Superquadranews, em parceria com o consultório de psicologia clínica Psike, inicia uma série de matérias para debater o assunto, apontando soluções.

Na semana passada, a psicóloga Melissa Piske Indalécio explicou que existe uma “salada mista” entre os sintomas de depressão, ansiedade, bipolaridade e outros transtornos. Segundo ela, as pessoas se auto-intitulam portadoras de um problema sem saber o que realmente acontece.

Por isso, cada transtorno mental precisa ser identificado. Hoje vamos pautar o TRANSTORNO EXPLOSIVO INTERMITENTE, popularmente conhecido como pavio curto. Segundo a psicóloga Juliana de Oliveira Fernandes, CRP 06/106562, esse transtorno se caracteriza por uma raiva excessiva ao mesmo tempo com ações agressivas no ambiente, ou seja, são aquelas pessoas que gritam, xingam, quebram ou jogam objetos,  podendo chegar até a ferir alguém ou machucar a si mesma. Normalmente a energia utilizada nestes acontecimentos, que aparentemente são repentinos, é tão grande que quem vê essa atitude de fora acaba achando que a pessoa ficou louca.

Explosão de emoções agressivas sem um motivo

Explosão de emoções agressivas sem um motivo

Acontece que os principais sintomas dessa patologia é essa explosão de emoções agressivas sem um motivo suficientemente grande para a proporção da reação, e em seguida, um enorme sentimento de culpa, gerando intenso sofrimento para quem não consegue controlar esse impulso e também para as pessoas ao redor, que muitas vezes, são membros da família como o cônjuge, os filhos e os pais.

O sofrimento é ainda maior quando a pessoa consegue perceber que irá ser acometida por essa explosão agressiva, entretanto ela não consegue lidar com essa emoção que age fora de seu controle.

A agressividade é importante para a sobrevivência da espécie, contribui para o crescimento e desenvolvimento da identidade, porém quando ela se torna destrutiva, e assim, motivo de sofrimento é sinal de que as coisas não estão indo bem e que talvez seja necessário procurar ajuda.

Conseguir diagnosticar a patologia de maneira correta pode auxiliar na construção das ferramentas que serão utilizadas durante o processo. Porém, a compreensão do sofrimento que ela causa para quem a possui é a maneira, como diria Hillman, de enxergar a alma que está se manifestando através da doença.

O processo de conhecer a si mesmo e perceber as próprias dificuldades, e também as próprias qualidades, é uma contribuição da psicologia para ajudar essas pessoas que possuem este diagnóstico a lidar com as emoções de uma forma menos punitiva e mais sadia.

Nota: Matéria publicada no Jornal Superquadranews

Psike

Psicologia Clinica

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