Blog da Psike

Construção de Carreira na Contemporaneidade

TRABALHO, SUBJETIVIDADE E CONTEMPORANEIDADE: DESAFIOS E CONCEPÇÕES DE CARREIRA

             Quando falamos em carreira, algumas imagens nos vêm à cabeça: caminho, história profissional, um trajeto que você constrói ao longo da vida. Tais sentidos são comumente relacionados à discursos de realização pessoal, pertencimento e até mesmo sentido da vida. Por outro lado, também é frequente estabelecer relações de sofrimento, frustração e sacrifício. Se a relação do homem com o trabalho mostra-se tão ambivalente, digna de amor e ódio, determinando horários, relações sociais e identidades, não pode-se negar a dimensão do trabalho como constituinte da subjetividade humana.

               Na Grécia Antiga o trabalho era visto como degradante, inferior e desgastante, reduzido a atividades braçais e destinado aos escravos, mas, ao longo da história, diversos foram os sentidos atrelados a essa relação. Na idade média, a partir de pressupostos religiosos, passou a ser concebido como um modo de expiação dos pecados. No renascimento, já era visto como um estímulo para o desenvolvimento do homem. E foi só a partir da sociedade industrial capitalista, no início do século XX, que passou-se a falar de carreira, como um constructo teórico e prático, concebido como a progressão das pessoas no interior das empresas.

        De lá para cá, muita coisa mudou. Um termo que representava, necessariamente, a ligação com uma organização, visando uma progressão hierárquica vertical e a estabilidade ocupacional, passou a ser chamada de carreira tradicional. Atualmente, a tendência é marcada pela noção de instabilidade, descontinuidade e horizontalidade, as chamadas carreiras contemporâneas. Uma característica importante é que as novas carreiras não se estabelecem mais, necessariamente, a partir de um vínculo estável com a organização. É cada vez mais comum o autogerenciamento de carreira e uma constante exigência de qualificação profissional, exigindo do profissional uma postura de fornecedor de serviços.

               Tais conhecimentos tornam-se fundamentais quando pensamos em qualquer tipo de orientação profissional, visto que, vivendo num mundo do trabalho tão complexo, competitivo e incerto, a cada dia torna-se mais importante e necessário planejar-se. Segundo especialistas, um bom planejamento de carreira deve-se fundamentar em uma avaliação pessoal daquilo que o indivíduo deseja para sua vida profissional e ainda estar atento às exigências e demandas do mercado de trabalho¹.

        Para um maior aprofundamento dessas questões, segue abaixo uma vídeo aula lecionada ao curso de Planejamento de Carreira na Contemporaneidade :

Denis de Freitas, Psicólogo Clínico – CRP 08/19288. Contato: denis@psike.com.br

  1. Dias, Maria Sara de Lima; & Soares, Dulce Helena Penna (2009). Planejamento de Carreira: Uma orientação para estudantes universitários. São Paulo: Vetor.

A criação moderna na contribuição de adultos narcísicos infantilizados

Vamos observar a nossa volta as crianças do séc. XXI, comparadas a criação vinda das famílias tradicionais em décadas anteriores aos anos 80. Não podemos de modo algum ignorar os modelos cultural, social e econômico de cada família, mas de maneira geral refiro-me à classe média – alta, onde é nítida a diferenciação dos padrões educacionais na criação dos seus eternos filhos que não crescem, ou melhor, que quase sempre acabam por se transformar em adultos infantilizados.

Na geração passada, as famílias nucleares, seja pai e mãe com filhos, prezavam por uma educação mais rígida, como castigos e velhas palmadas. O pai sempre provedor trabalhando fora e a mãe em casa cuidando dos afazeres e criação dos filhos. Ao passar dos tempos isso veio sendo mudado com a conquista profissional da figura feminina retirando-se do lar e assumindo o mercado profissional. Mas e os filhos? Esses agora são cuidados  em comum do casal, conforme foram assumindo seus ‘estilos parentais’ da modernidade. Isso significa que, a nova criação ao contrário dos castigos, dos diversos ‘Nãos’ e ‘repreensões’, os pais da atualidade passaram mais a apoiar do que contrariar seus filhos,  eles mais elogiam do que repreendem.

Dizemos que esses sistemas familiares são formados por subsistemas, ou seja, marido/esposa, genitores/filhos, avós/netos,  local em que é frequente a atitude de superproteção por parte dos pais e avós. Há pensamentos controversos na atual dinâmica familiar:  ao pensarem que os elogiando, aceitando e acatando tudo destes estão incentivando e reforçando positivamente o comportamento dos filhos, ao contrário, podem estar na verdade  internalizando nesta criança/adolescente e futuro adulto, que ele é e sempre será o melhor em tudo, é superior aos demais. Isto também pode se configurar uma família sem regras e limites, ou  seja, formam-se padrões que passam a instituírem  e se manterem em ‘conto de fadas’. Sabemos que ‘conto de fadas’ não existe, e principalmente que o mundo lá fora está exigindo sempre mais desses jovens/adultos, seja nos estudos, no meio sócio-cultural e na vida profissional.

birra

A data em que você nasceu é imutável, mas o seu jeito de pensar, sentir e agir você pode mudar.” Gustavo Boog.

Com base nos estudos e conceitos do Psicólogo S. Minuchin, 1988, “esses subsistemas são separados por fronteiras e constituídos por regras e limites próprios que regulam as trocas e os intercâmbios estabelecidos entre eles”… A falta ou o afrouxamento exacerbado dessas fronteiras e desses limites pode caracterizar a patologia em um sistema familiar.

Podemos observar dois tipos de comportamento dos pais dentro de um sistema: digamos que na falta de limites somada à despreocupação destes, podem contribuir para a formação de filhos manipuladores e até com traços psicopatas, o que podemos chamar de ‘distúrbios da personalidade dissocial’. Eles não conseguem se submeter a regras sociais e pouco se importam com o sentimento das outras pessoas, tornam-se egocêntricos e agressivos dentro e fora de casa.  O segundo comportamento que irá influenciar é aquele que mesmo sem regras e limites, ao contrário do descaso os pais superprotegem, caracteriza-se um sistema auto-confiante, onde nunca se erra e consequentemente esses filhos acabam por roubar a autoridade dos pais, caracterizando também o caminho de um sistema patológico. Quando falamos em roubar a autoridade dos pais, vemos que há uma inversão de funções muito comum na modernidade, o que acaba certamente contribuindo para o estilo narcísico desses jovens, emaranhados na grande dependência daquele sistema, sem estarem devidamente preparados para encarar os desafios da sua atualidade.

Ser narcisista pode ser a moda do século XXI. Comparados a história do espelho de Narciso que passava horas adorando a si mesmo, esses jovens estão cada vez mais cultuando a si mesmos. Não respeitam os mais velhos e estão sempre certos em tudo, formam a turminha do “me acho”, se acham espertos, inteligentes, pegadores, os mais competentes no trabalho e merecedores de ter tudo do bom e do melhor, se superando aos outros, entrando no velho padrão de competitividade. Crescem achando-se reis e rainhas, pois dentro de casa são tratados assim, só não percebem que lá fora, a sociedade não os verão com esses olhos. Eles viram adultos com uma expectativa de superioridade, mostra uma pesquisa dos Estados Unidos onde foram acompanhados jovens da universidade de San Diego (2006). Eles possuem o ego inflado e uma exagerada confiança que foi instituída na infância, onde vem quase sempre acompanhado de uma grande insensibilidade e ao mesmo tempo dependência familiar. Isto mostra ser resultado dos pais que passaram grande parte da vida mimando muito sua prole. Sabemos que qualquer atitude deve-se ter limites, dar amor e afeto não é necessariamente mimar e somente elogiar. Eles também precisam aprender o poder da palavra ‘não’, precisam dar valor ao dinheiro, saber o quanto precisam cair e se levantar para aos poucos tornarem-se bons em alguma tarefa na vida, conquistando seu espaço sem precisar passar por cima de ninguém. Não adianta os pais pensarem que dão a melhor educação, pagam o melhor colégio, o melhor curso de inglês, mas não os deixarem se virar sozinhos, tomarem suas atitudes e decisões pensadas, passar o peso da responsabilidade a eles.

narcisoAo contrario, passaram a criar esses filhos de baixo de suas asas, os protegendo de tudo, decidindo por eles até a fase adulta como se fossem ainda crianças irresponsáveis. Esses filhos da modernidade já vem com o dever da conquista emanada dos pais de apenas ser vencedor na vida a qualquer custo, mas não estão nenhum pouco adaptados a assumir grandes responsabilidades. Fica visível que o avesso desta criação recairá negativamente sobre eles. Ao longo da vida adulta, essa imagem distorcida, narcísica de si mesmo acaba por prejudicar sua personalidade e capacidade de integração. Movimento muito comum que se pode observar nos dias de hoje, é a instabilidade do jovem em se manter em emprego. Diferentemente também de gerações passadas, onde jovens na idade dos 18 a 20 anos casavam-se e constituíam família, hoje se casam após os 30 anos de idade. Podemos pensar em crescimento e amadurecimento tardio? Pode tantas mudanças nesta criação ter contribuído para uma geração retroativa? Pensemos que o depósito de muita auto-estima nos filhos por parte desses pais, que também diminuíram a quantidade de filhos comparados a décadas passadas, acabou por ‘cultuarem’ demais sua pequena família. Não se pode criticar para não frustrar, não pode as palmadas porque caracteriza agressão física e não educação, então cada vez mais cria-se filhos com dificuldades para lidar com o mundo. Ao chegarem nessa vida adulta eles acabam por perceber que não dão conta de suas próprias vidas e vão deparar frente a frente com a realidade fora do sistema em que foram criados. Quando algo é exigido deles, apoderam-se de sentimentos de frustração, incapacidade e insatisfação, desenvolvem pânico, medo e podem desencadear sintomas de depressão.

Esses ‘estilos parentais’ caracterizam pais pouco exigentes e filhos mais dependentes e infantilizados. Aumenta-se a procura por terapias, aconselhamentos de pais e filhos, como se tivessem que apreender a lidar com eles, mas existe algum manual?  Fica a dica de uma cartilha antiga, não a ser seguida à risca, mas observada. Mudaram-se os modelos de criação devido as crenças religiosas, à evolução tecnológica do mundo moderno que reflete diretamente na instância cultural e exige que as famílias sejam adaptadas. Contudo podemos pensar que nada está perdido, acreditamos que todo sistema familiar é sim passível de mudanças. Com vontade e preocupação com o futuro da prole podem manifestar grande potencial para uma boa e saudável criação, afinal ter consciência do seu próprio  modo e atitudes de educar, é também contribuir e estimular positivamente na formação e no desenvolvimento psíquico de seus filhos, que passarão a mesma criação e aprendizados adiante.

Cíntia Calegari Zulli é Psicóloga Clínica CRP 08/21358. Contato: cintia@psike.com.br

Como lidar com parceiros egoístas?

Muitas vezes as pessoas trazem uma bagagem muito pesada de sua infância, tanto positiva, quanto negativa e, esses sentimentos podem ser responsáveis por atitudes de egoísmo e gerar conflitos de relacionamento

O mundo moderno traz muitas facilidades para o nosso dia a dia, e isso não é novidade e todos concordam com essa afirmação. As coisas tornaram-se muito acessíveis e, até mesmo aqueles que têm dificuldades em encontrar tempo para realizar a simples tarefa de ir ao supermercado, por exemplo, já teve uma solução para o seu problema. Entretanto, com tantas possibilidades nas palmas da mão, algumas coisas acabam ficando para trás. Muitas pessoas se tornam cada vez mais individualistas, o que certamente não é nada tão grave assim. O grande problema, no entanto, é quando os indíviduos acabam se sentindo tão autossuficientes, e se tornam egoístas.

As dificuldades acabam por aparecer, especialmente para aqueles que estão em um relacionamento. Quando um dos dois é egoísta, não demora muito para que as brigas e os problemas comecem a surgir. Por outro lado, a questão que vem à tona é: como identificar o egoísmo no parceiro?

De acordo com a psicóloga Melissa Piske Indalecio, especialista em Psicologia Analítica, uma relação a dois envolve muitos aspectos psicológicos e o principal está relacionado às projeções que cada um ideintifica no outro. O inconsciente produz efeitos quase nostálgicos quando começa a trabalhar buscando a integração total do ser a partir do outro. “É quase como o velho jargão que fala: ‘é a tampa da minha panela’ – ou seja, nesse relacionamento, o indivíduo deseja integrar as suas partes faltantes. Ao amar no parceiro as próprias características, como acontece no fenômeno psicológico chamado de projeção, o indivíduo busca ‘o matrimonio interior’, que nada mais é que a sua integração através do outro, os próprios conteúdos inconscientes”, explica.
g_1423015482

Melissa comenta que é possível vislumbrar desta forma o egoísmo que existe nesse tipo de relacionamento, apesar da inconsciência destes processos. A paixão seria, principalmente, a vivência da projeção, o que significa uma adoração por si, pelas próprias imagens nos aspectos do parceiro. “Este tipo de relação, pela sua própria natureza, está fadada a se degenerar para o egoísmo, pois ele não é um amor dirigido a outro ser humano, mas sim pelas partes faltantes de si mesmo. Quando isso ocorre, tende a ser orientado às próprias projeções, expectativas e às fantasias. Na verdade, este amor não é um sentimento relacionando a outra pessoa, é por ele (a) mesmo (a)”, revela.

Nesse caso, o desenvolvimento pessoal de cada um pode realizar mudanças, mas mais do que lidar com o egoísmo do outro, é importante reconhecer em si o que alimenta este tipo de relação. Lidar com a situação nem sempre é fácil, pois existem muitos conteúdos inconscientes travando guerras internas em cada um dos indivíduos enquanto casal. “Uma pessoa terapeutizada, é capaz de desmistificar o casamento e observar a integralidade deste relacionamento, vislumbrando esse parceiro como um ser humano cheio de virtudes e igualmente cheio de defeitos. Ao humanizar esta relação, naturalmente, o egoísmo vai se esvaindo e percebe-se que a integralidade individual esta sendo respeitada. E partindo deste ponto, o parceiro não será mais visto como a tal ‘tampa da panela’, mas sim como outra ‘panela inteira’”, ressalta a psicóloga Melissa Piske Indalecio.

Ela comenta que é possível identificar um parceiro egoísta quando, ao invés deste caminho ser trilhado lado a lado, na primeira negação de desejo, observa-se surgir aspectos sombrios, como a vontade de combatividade, competitividade, aniquilamento emocional, desconsideração pelo desejo do outro, pois, este outro não é visto como um ser integral, mas como uma relação simbiótica de extensão de si mesmo. Partindo desta premissa, a relação tende a cada dia tornar-se mais caótica na medida em que estes aspectos negativos são pouco conhecidos e reconhecidos em você e no outro.

Somente o fato de exigir que a outra pessoa mude, é possível demonstrar um desejo de impor suas próprias vontades. “Não necessariamente significa apenas isso, mudanças de atitudes implicam em muitas variáveis, desde uma maturação do indivíduo quanto ao comprometimento da vida a dois, até o simples capricho de ser atendido em suas necessidades e vontades.

Quando adentramos na questão do egoísmo da relação, esta cobrança começa a acontecer quando o encantamento começa a se desfazer e a realidade começa a dar indícios de estar aparente, isto é, os aspectos simbólicos que um dos parceiros tinha em relação ao outro começa a desmoronar e costuma-se ouvir a frase: ‘Você não parece mais a pessoa com quem me casei’. Sim, esta pessoa é exatamente com quem casou, no entanto, este desvendamento pode ser muito produtivo, pois começa a distanciar o outro de uma imagem idealizada e traze-lo para a realidade. Sendo assim, se este processo não for bem absorvido, pode começar a desencadear processos de estranhamento e a não aceitação do outro, o que leva a condutas, conscientes e inconscientes que boicotam o relacionamento e podem levar ao aniquilamento de qualquer sentimento positivo e genuíno que pudesse existir entre as partes”, esclarece Melissa.

A psicóloga também menciona que o egoísmo pode ser resultado de uma infância problemática. A escolha do cônjuge está intimamente ligada à relação que os indivíduos possuem com os pais. Todos nós nascemos com expectativas de nossos pais, normalmente ligadas a experiências que eles mesmos desejariam ter vivido, mas não o fizeram, ou seja, intimamente ligados às frustrações deles. Existem conteúdos que são trazidos da infância, e a escolha do parceiro pode ter relação com o referencial paterno e materno, podendo se tratar de uma tentativa frustrada de resgatar a imagem relacional que traz em sua fantasia sobre o relacionamento perfeito, usando como modelo positivo ou negativo a relação dos pais e, algumas vezes, da expectativa deles.

“Vamos citar como exemplo a questão dos atritos dentro do casamento, que podem ser resultado do fracasso desta expectativa paterna, ou de suas próprias fantasias. O homem pode perceber que a mulher não desempenhará o ‘papel mágico de mãe’, assim como a mulher pode descobrir que não está diante de alguém que será seu herói. Neste momento, ou o parceiro assume uma condição egoísta, ou torna isso a possibilidade para diferenciar e impulsionar positivamente a relação conjugal, será a postura do casal em relação aos desafios a serem superados e a capacidade de recriar as suas frustrações, que determinará um futuro próspero ou não. O parceiro pode ser um meio de sofrimento por não agir de acordo com a expectativa de um grande amor, e ao perceber que esta ferida se iniciou na relação com os pais, e que continua aberta, pode ser mais uma excelente oportunidade de superação”, exemplifica Melissa.

O egocentrismo, de acordo com a psicóloga, é denominado pelo comportamento voltado para si, pois não há uma capacidade de diferenciar-se dos outros. No entanto, percebemos esta classificação, mais comumente em crianças, fase em esta condição egocêntrica e a falta de maturidade para realização empática é mais comum e não patológica, já que faz parte do desenvolvimento humano. “Na fase adulta, existem os desdobramentos, o que percebe-se mais comumente são os transtornos de personalidades histriônicas, em que o indivíduo desenvolve uma dramatização excessiva nos mais diversos contextos e a necessidade de chamar a atenção para si. No entanto para não ficarmos aqui rotulando doenças e transtornos, podemos falar do que isso significa simbolicamente.

Para o egocêntrico, enfrentar a realidade é enfrentar o outro com todas as suas diferenças. O outro os coloca em xeque, faz com que se voltem para si e reflitam a respeito de suas verdades. Olhar o outro é abandonar nossa onipotência, é olhar para as fraquezas e limitações e os colocar à prova. Existe uma falha na formação de sua identidade que está diretamente ligada às suas primeiras relações com o mundo, as relações objetais, as relações com pai e mãe, relações responsáveis por sua formação, por sua capacidade de adaptação ou não à sociedade. Parece faltar a força necessária para enfrentar o mundo e suportar as adversidades sem se desintegrar, para interagir, sentir prazer e desprazer, lidar com os conflitos e poder crescer com eles”, esclarece.

Mas ao se deparar com um relacionamento assim, qual a melhor maneira de agir e resolver o problema? Melissa fala que a melhor solução é olhar para os próprios problemas e conflitos, tanto o indivíduo egoísta, que fatalmente encontrará indícios de seus atos, quanto o parceiro que utiliza da permissividade para retroalimentar essa relação que pode tomar proporções crescentes e tornar-se patológica. “Buscar ajuda pode ser um caminho para clarear os problemas que podem amplificar, resgatar e agregar sucesso ao relacionamento.

Conhecer-se profundamente requer coragem. Coragem para enfrentar um lado obscuro do qual muitos irão resistir e não poderão não aceitar. Observar nossas próprias dinâmicas conduz ao sucesso pessoal, familiar e no relacionamento a dois, mas é necessário um esforço para não achar culpados, além do seu próprio reflexo. Pois o ser humano possui uma tendência à resistência e quanto mais se resiste a algo, mais isso persiste. Pode melhorar muito com o auto conhecimento através da análise, ou psicoterapia, com ajuda de um profissional, seja psicólogo, analista ou psicanalista”, finaliza.

Observação: Matéria publicada na Revista Nova Familia

Melissa Piske Indalecio – Psicóloga Clínica Especialista – Psicologia Analítica – CRP 08/21206. Contato: melissa@psike.com.br.

Avenida Sete de Setembro, 4698 - Sala 2007 - Batel, Curitiba, CEP 80240-000. Telefone: 41 3524 1405. Email: psike@psike.com.br